Nos últimos anos, as escolas têm absorvido uma série de avanços tecnológicos. A realidade virtual e o mobile learning são apenas exemplos de aplicações da tecnologia à educação que têm contribuído para tornar o ensino mais dinâmico. Neste post, falaremos de outra tendência que está chegando à sala de aula: a inteligência artificial.

Quer saber como essa área da computação pode contribuir com o ensino? Então, continue a leitura para entender melhor esse conceito e as suas possíveis aplicações no contexto escolar!

O que é a inteligência artificial?

Também chamada de IA ou AI (sigla em inglês), essa é uma área da ciência da computação cujo principal objetivo é criar dispositivos que simulam a capacidade humana de interpretar dados, perceber fatos, raciocinar, tomar decisões e solucionar problemas. Quando você entra em contato com uma loja pelo site e conversa com um chatbot, por exemplo, você está usando a inteligência artificial.

Perceba que, nesse caso, a máquina usa algumas palavras-chave para interpretar a pergunta ou solicitação. A partir daí, o sistema provê uma resposta ou conduz o usuário a outra ferramenta, capaz de solucionar o problema.

O mesmo acontece com os atuais assistentes virtuais, cada vez mais populares. A Siri, da Apple, é um dos principais exemplos, mas também podemos mencionar a Cortana (Microsoft), Allo (Google) e aplicações semelhantes desenvolvidas por instituições financeiras.

Como aplicar a inteligência artificial no contexto escolar?

De fato, essa tecnologia pode contribuir tanto para melhorar a gestão da escola, principalmente no aspecto pedagógico, quanto para otimizar a aprendizagem. Conheça, a seguir, alguns exemplos da sua aplicação.

Gestão pedagógica

Pelo fato da inteligência artificial ser capaz de coletar, cruzar, e interpretar um grande volume de dados, ela é capaz de analisar o desempenho dos estudantes em exames internos e externos (vestibulares, ENEM etc.) e identificar os conteúdos que eles, realmente, dominam, bem como eventuais gaps em sua aprendizagem.

Portanto, se antes o gestor ou coordenador precisava analisar vários gráficos e comparar uma série de informações para chegar a tais conclusões, hoje essa análise é facilitada pela IA. Em outras palavras, ela identifica onde a instituição precisa concentrar seus esforços para melhorar os resultados de seus alunos.

Identificação do nível dos estudantes

Todo profissional que já trabalhou em sala de aula entende o quanto um grupo de alunos é heterogêneo. Os estudantes apresentam lacunas de conhecimento únicas, com facilidades e dificuldades maiores para aprender determinados conteúdos ou disciplinas. Nesse sentido, a inteligência artificial facilita um ensino adaptativo, que individualiza essa aprendizagem.

Como dissemos, a máquina consegue identificar quais são as dificuldades dos alunos. A partir daí, ela oferece um feedback imediato e propõe uma trilha de conteúdos e atividades (videoaulas, textos, infográficos, animações) para ajudá-lo a solucionar essas lacunas e compreender o tema proposto.

Esse ensino adaptativo acompanha o estudante em sua jornada de aprendizagem, propondo conteúdos e avaliando o seu aproveitamento no ritmo de cada aluno. Além disso, a IA consegue repassar esses insights aos professores, que conhecem melhor a turma e cada aluno individualmente. Assim, eles podem atuar de maneira ainda mais eficaz.

Personalização do ensino

Sabemos que o professor é uma figura essencial para a aprendizagem, pois domina não só o conteúdo, mas diferentes estratégias de ensino. Porém, também compreendemos que cada estudante — e mesmo cada turma — têm características diferentes, que exigem uma adaptação dos métodos a cada situação.

A inteligência artificial ajuda também nessa compreensão. Ela consegue identificar o perfil emocional e cognitivo dos estudantes. Assim, quando vai preparar as aulas, o professor pode estabelecer um passo a passo efetivo para determinados indivíduos ou turmas, adaptando seus métodos e planos de acordo com cada um deles.

Baseada em dados, a IA consegue prever até as futuras dificuldades de um grupo de alunos. Dessa forma, todos os envolvidos têm a oportunidade de atuar preventivamente, garantindo suporte individual aos estudantes e criando estratégias para solucionar esses problemas antes mesmo de abordar um novo conteúdo.

Gamificação inteligente

Uma das principais tendências da educação hoje é a gamificação. No entanto, para que os alunos tenham interesse em aprender utilizando essa estratégia, é fundamental que os níveis sejam equilibrados. Eles precisam ser desafiadores, ainda assim, possíveis de serem vencidos de acordo com os conhecimentos e habilidades do estudante.

Se o aluno não está conseguindo vencer nenhum dos obstáculos, a tendência é que ele perca o interesse. O mesmo acontece quando o jogo se torna fácil demais — nesse caso, o estudante não se sente desafiado. Então, para otimizar esse processo, a inteligência artificial analisa o desempenho de cada estudante e adapta o jogo de acordo com a sua atuação.

Se o game está muito fácil e o aluno começa a ganhar sempre, o nível de dificuldade aumenta. Caso contrário, se percebe que ele está demorando muito para passar as fases, ou nem as conclui, o sistema também é capaz de tornar os desafios compatíveis com sua capacidade atual.

Prevenção à evasão

Em uma escala mais ampla, tratando de sistemas de ensino, a IA é capaz de desenhar um perfil detalhado dos alunos e identificar quais deles estão mais propensos à evasão. A partir desses dados, a escola pode tomar medidas para prevenir o problema — desde um acompanhamento e comunicação com a família até a sugestão de medidas para potencializar a aprendizagem e favorecer a permanência desse estudante na instituição.

Finalmente, vale lembrar que a IA ainda está em um estágio inicial de desenvolvimento, se comparada ao seu verdadeiro potencial. Ainda assim, empresas já usam essa tecnologia em diferentes setores e se beneficiam de seus insights para melhorar a qualidade de produtos e processos, com vantagens evidentes.

Resta agora ao setor educacional se apropriar também da inteligência artificial e trazê-la para a sala de aula. Dessa forma, como vimos, as instituições poderão potencializar a aprendizagem dos estudantes, oferecer uma alternativa individualizada de acompanhamento e continuar aperfeiçoando a sua atuação por meio dos insights fornecidos pela máquina.

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