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Competências socioemocionais: entenda o papel da escola

By  •  1 ano ago  •  Leia melhor

Já há muito tempo, fala-se que o papel da escola vai além do ensino e aprendizagem de conceitos e do apoio no preparo para a vida profissional dos alunos. Os quatro pilares da educação divulgados pela Unesco — aprender a ser, a conhecer, a fazer e a conviver — nos levam de forma inequívoca à necessidade de trabalhar as competências socioemocionais.

Quer saber como a escola pode fazer isso? Vamos tratar do tema neste post. Então, continue a leitura e confira sugestões para trabalhá-las em sala de aula.

O que são competências socioemocionais? 

As competências socioemocionais são habilidades usadas no dia a dia, na relação das pessoas consigo mesmas (autoconhecimento, resiliência, autonomia, autoestima) e com as outras (empatia, colaboração, respeito) e nas atividades do dia a dia (persistência, capacidade de solucionar situações complexas, ética).

Na nossa vida diária, as competências socioemocionais são extremamente importantes. Para começar, elas potencializam o desenvolvimento de competências cognitivas. Um estudante perseverante, por exemplo, consciente tanto de suas capacidades quanto das dificuldades, tem chances maiores de entender os próprios processos de aprendizagem sem desistir, buscando alternativas para contornar eventuais obstáculos nessa jornada. 

Essas competências também ajudam as pessoas no convívio social e no ambiente de trabalho. Elas se tornam mais perceptivas em relação à realidade à sua volta, aptas a solucionar conflitos e a intervir em uma situação de forma produtiva. Portanto, seu desenvolvimento tem um grande impacto no sucesso do profissional e do cidadão.

Como a escola pode desenvolver as competências socioemocionais? 

Por isso, é fundamental que a escola adote estratégias que ajudem a desenvolver essas competências. Fizemos uma seleção de possibilidades que, se praticadas em sala de aula, podem contribuir para alcançar esse objetivo.

Aulas por meio de oficinas

As aulas-oficina são estruturadas de forma diferente. Elas usam um tema como base e, embora o educador tenha objetivos definidos, o restante do trabalho é norteado a partir de um debate em sala de aula. Em rodas de conversa, o professor identifica as principais dificuldades dos alunos e elabora atividades e materiais apropriados para dialogar ou confrontar as ideias iniciais do grupo. 

Esse processo dialético pode ser usado na construção de competências socioemocionais. Ele é eficiente para abordar temas como empatia, compreensão de diferentes realidades, autoconhecimento, resiliência. Dessa forma, é possível romper com conceitos pré-existentes e provocar o pensamento dos alunos, criando uma percepção mais profunda e diferenciada da realidade.

Espaço para desenho, autorretrato e dramatização

O autoconhecimento é a competência socioemocional fundamental que embasa a construção de todas as outras. Por essa razão, é importante que a escola proporcione situações nas quais o aluno possa “se enxergar”, por fora e principalmente por dentro. Desenhos, autorretratos e dramatizações são ferramentas eficientes nesse processo, mas é preciso que o professor tenha objetivos muito claros e esteja preparado para os questionamentos dos estudantes.

Análise de fragmentos de histórias

Vários filmes, mesmo aqueles criados para o “público infantil”, trazem situações bastante complexas. Não é incomum encontrar até mesmo adultos que não percebem essas sutilezas no enredo e perdem a oportunidade de refletir sobre o tema. Por isso, uma boa alternativa é trazer esses fragmentos de livros ou vídeos para a sala de aula. De acordo com a faixa etária dos estudantes, o educador pode propor uma análise mais atenta dessas cenas e estabelecer paralelos e comparações com a realidade.

Leitura crítica 

É cada vez mais importante que o aluno entenda que a leitura é muito mais que um meio de obter informações. Deve haver um estímulo, uma provocação para que o conteúdo lido pelo aluno seja realmente elaborado e ressignificado sob novas perspectivas. Seja ao trabalhar uma narrativa fictícia como as mencionadas no tópico anterior ou uma notícia de jornal, é interessante que o professor tenha uma postura instigadora.

Ele pode questionar o papel dos personagens, propor a análise de uma situação ou fato idêntico em outro contexto, solicitar a reescrita do texto sob a perspectiva de outro personagem. Outra opção é solicitar intervenções na história ou em um texto jornalístico, pedindo para os alunos criarem finais alternativos e soluções viáveis.

Gostou das nossas sugestões para desenvolver as competências socioemocionais? Já existe um esforço nesse sentido na sua escola? Conte o que vocês fazem para alcançar esse objetivo nos comentários e compartilhe experiências positivas com outros profissionais.

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